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Gastronomia

5 comidas que todo maringaense ‘raiz’ deve provar

Maringá tem uma infinidade de opções de restaurantes e estabelecimentos para se comer bem. Mas, apenas alguns deles servem comidas que têm uma espécie de “DNA” maringaense. Pensando nisso, o GMC Online produziu uma lista com alimentos que todo maringaense “raiz” precisa provar. Confira:

Cachorrão

A cidade é terra do cachorro-quente prensado. Não à toa, ele é o lanche típico de Maringá, com projeto aprovado na Câmara dos Vereadores e tudo mais. O sucesso é tanto que uma empresa de panificação fabrica 100 mil pães de cachorrão por mês e a invenção da cidade chegou em lugares como São Paulo, Santa Catarina e no Paraguai.

Há versões para todos os bolsos e paladares e o “cachorrão” (ou “dogão”, para os mais íntimos) pode ter apenas salsicha, molho e batata palha, ou vir acompanhado de bacon, frango, alcatra e até filé suíno. Para quem gosta de inovar, também é possível experimentar a versão do lanche com coração de frango.

Pensando em como o sanduíche é aclamado pelos maringaenses, o GMC Online já produziu até um guia com o passo a passo de como fazer um dogão em casa. Nele, explicamos como você pode prensar, preparar os molhos, a salada, a salsicha e os recheios.

Além disso, nós encontramos dois estabelecimentos que vendem o cachorrão com recheios doces na cidade.

Há lugares, onde o lanche doce é feito com o pão tradicional de cachorrão, outros com pão de hamburger um pouco mais adocicado. Tem de amendoim, prestígio e sonho de valsa, entre outros. Confira a matéria completa.

Pastel “mini ovo”

Carne moída, metade de um ovo e queijo mussarela. Este é o recheio do pastel preferido pelos maringaenses que passam pela Feira do Produtor, em Maringá. Os proprietários das duas barracas de pastel da feira, realizada no estacionamento do estádio Willie Davids, apontam o “mini ovo” como sendo o mais vendido.

Este pastel e o seu nome de batismo, “mini ovo”, foram criados em Maringá por dona Luisa, esposa de Roberto Toshinobu Koyama, o homem que em 1968 montou a primeira barraca de pastel em uma feira livre da cidade. Antes, o pastel só era vendido na rua, naquelas cestas de vime.

“Na época só havia pastel de carne e de queijo. Só que meu pai notou que ia numa sorveteria, por exemplo, e havia vários sabores disponíveis. Então ele e a esposa resolveram criar novos sabores de pastel”, explica filha do casal, Cristiane Koyama, sócia-proprietária do Pastel do Roberto’s. Veja a matéria completa.

Torresmo

O torresmo é um aperitivo muito adorado pelos brasileiros e, claro, maringaenses. Segundo Claudenilson Mangolin, sócio-proprietário da Casa de Carnes Ribeiro da Avenida Pedro Taques, há cerca de 4 anos o estabelecimento começou a vender o torresmo pronto.

A produção, desde então, só cresce e a “iguaria” já é famosa na cidade. “Fazemos o torresmo todos os dias e vendemos 105 kg dele pronto por dia”, relatou Mangolin, em entrevista realizada em fevereiro deste ano. Nesta conta, por mês, chega-se a (pasmem) mais de 3 toneladas de torresmo por mês.

O preparo do aperitivo é realizado durante o dia inteiro na casa de carnes. O proprietário estima que 500 kg de barriga crua são vendidos diariamente. Mangolin diz que o diferencial do torresmo do estabelecimento é a utilização a barriga “fresca”.

Além disso, na cidade, há torremo delivery, drive thru e até no cone. Leia mais aqui.

Pastel enrolado

Quem já visitou alguma feira em Maringá também conhece o famoso pastel “enrolado”. O que nem todo mundo sabe, é que o salgado foi criado na cidade. E a inspiração da invenção vem de um outro alimento: a linguiça.

O casal Luisa e Roberto Toshinobu Koyama, que “inventaram o mini ovo” também foram responsáveis pela criação do pastel “enrolado”, isso lá na década de 1970. “Eles queriam criar pastéis com sabores diferentes e se inspiraram no sabor e formato característicos da linguiça”, explica a filha deles Cristiane Koyama.

Ela comenta que após pesquisarem e testarem receitas, Luisa e Roberto decidiram utilizar carne bovina para rechear o pastel em formato “compridinho”. De acordo com Cristiane, a carne, então, é temperada com alho e colocada ainda crua no salgado. A carne é frita junto com o pastel. “Por isso fica o pastel fica com um caldinho”, ressalta a sócia-proprietária do Pastel do Roberto’s.

Sobre o nome de batismo do salgado, Cristiane explica que “é por causa do ato de enrolar o pastel”. Segundo ela, era deste jeito que “montavam” o salgado para ficar com o formato diferente dos outros.

Caldo de mocotó, dobradinha e rabada

Maringá tem também estabelecimentos especializados em comidas nordestinas. Um deles é o Bar do Rafa, que serve caldo de mocotó, caldo de piranha, dobradinha, rabada e porção de mocotó.

De acordo com ele, nos dias e noites mais frios, entre todos os pratos que prepara, são vendidos cerca de 100 quilos de comida. O caldo de mocotó é disparado o prato mais pedido e são vendidos cerca de 120 litros por dia, o que contabiliza aproximadamente 3 mil litros por mês.

Quem dá conta de preparar tudo é o Rafa e o gerente do bar, o Gilson. São os dois na cozinha o dia todo, deixando tudo pré-pronto. O bar do Rafa existe desde 1987 e coleciona clientes fiéis.

“No mocotó, a gente faz tipo um sopão. Tira a gordura e coloca legumes. Quais legumes são eu não conto, é confidencial. Dia que faz muito frio o bar fecha mais cedo, porque acaba tudo, a gente quase morre de tanto trabalhar, mas é muito bom”, comemora Rafa.

Outro diferencial do bar são as pimentas em conserva que ele mesmo prepara. São mais de 500 vidros de pimentas. “Tem dedo-de-moça, malagueta, comari, são muitas. Sem pimenta não funciona, ela é essencial, dá mais apetite”, comenta Rafa.

 

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