Projeto aprovado em Maringá prevê cursos para terceira idade não cair golpes

Dados do Anuário da Violência de 2025, apontam que o Paraná foi um dos Estados do Brasil com a maior taxa de Estelionatos a cada 100 mil habitantes.
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O Paraná ocupou a terceira colocação no ranking nacional, com 1.339,5 golpes por 100 mil habitantes, ficando atrás somente de São Paulo, com 1.744 e Distrito Federal, com 1.681,3.
Um tipo de golpe que tem aumentado em todo o país, é o Golpe do WhatsApp ou por meio de ligações, em que os bandidos se passam por um amigo ou familiar pedindo dinheiro.
A pesquisa Radar Febraban, identificou o principal perfil das vítimas. São os homens (44%); e aqueles com 60 anos ou mais (42%); e os que têm ensino superior (41%).
Entre os golpes mais comuns apontados pelos brasileiros, continuam em destaque os da onda anterior, com pequena alteração no segundo e terceiro lugares. O “da clonagem de cartão de crédito ou troca de cartões” permanece em primeiro (40%), agora seguido pelo “golpe que alguém se faz passar por um conhecido solicitando dinheiro por WhatsApp” (28%).
O “da central falsa” passa da segunda para a terceira posição (26%) e o “do PIX” segue em quarto (16%) entre os mais citados.
Para tentar amenizar o número de vítimas e levar o conhecimento para a população, foi aprovado nesta terça-feira, 30, em terceira discussão nesta terça-feira, 30, na Sessão da Câmara de Vereadores de Maringá um projeto que solicita ao Procon, a realização periódica de cursos e oficinas de inclusão digital e educação para o consumo destinados à população da terceira idade.

O projeto é do vereador Mário Hossokawa (PP), que afirma que a ideia surgiu do aumento do número de casos e também após ser vítima de uma tentativa de golpe. “Pessoas do meu gabinete foram vítimas e acabaram perdendo dinheiro. Eu recebi uma ligação com a foto da minha filha e eram pessoas se passando por ela para pedir dinheiro. Suspeitei e acabei não caindo, mas acredito que o Poder Público pode e deve auxiliar nesse tipo de ação”.
O vereador ainda alerta para o uso de Inteligência Artificial nas tentativas de golpes. “Os golpes estão cada vez mais difíceis de identificar porque além de foto, também usam a voz das pessoas e aquelas pessoas que não tem tanta orientação acabam caindo”, explica.
O projeto agora aguarda a publicação no Diário Oficial do Município para entrar em vigor. A lei também não contempla a periodicidade dos cursos, mas caberá ao Procon a realização.
